Ocorrência de bruxismo em crianças acompanhadas por 12 anos nascidas nas décadas de 80, 90 e 2000

Imagem do livro Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente
Título: Ocorrência de bruxismo em crianças acompanhadas por 12 anos nascidas nas décadas de 80, 90 e 2000
DOI: 10.53268/BKF21060107
Entre as parafunções orais, o bruxismo aparece como o mais frequente, juntamente com o hábito de sucção de chupeta, em crianças brasileiras. Esta é uma condição clínica indesejável que pode resultar em danos às estruturas dentárias. Segundo a literatura sua prevalência gira em torno de 7 a 20% nas crianças, assim o odontopediatra deve estar atento a diagnosticar e proporcionar uma abordagem eficiente para o controle do bruxismo. O objetivo deste trabalho foi verificar a ocorrência do bruxismo em crianças acompanhadas desde o primeiro ano de vida até os 12 anos, nas décadas de 80, 90 e 2000; e verificar a idade de maior incidência desta alteração. Metodologia: Um estudo coorte composto por 600 prontuários de crianças que foram acompanhadas da idade de 12 a 23 meses até completar 12 anos de idade, em um consultório particular, sendo 200 crianças na década de 80 (Grupo 1), 200 de 90 (Grupo 2) e 200 na década de 2000 (Grupo 3). Resultados: Das 600 crianças avaliadas, 100 (16,6%) foram diagnosticadas com bruxismo, sendo 26 dessas acompanhadas na década de 80 (13%), 33 na década de 90 (16,5%) e 41 na década de 2000 (20,5%). 30 crianças (30%) delas receberam o diagnóstico do 1º. ao 4º. ano de vida, 55 (55%) do 5º ao 8º ano e 15 (15%) do 9º ao 12º ano. Conclusões: Verificou-se aumento do diagnóstico de bruxismo em crianças ao longo das décadas, e a incidência desta alteração foi maior em crianças de 5 a 8 anos de idade.
  • ADRIANA DE OLIVEIRA LIRA
  • PAULO CÉSAR BARBOSA RÉDUA
  • RENATO BARCELLOS RÉDUA
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